segunda-feira, janeiro 19, 2009

Porky's, triples dates ou a Roda Gigante- parte 2



Chegamos à balada: FORTE DE COPACABANA, POSTO 6.
Todo mundo aqui sabe que eu deveria ter ido embora, mas como sou uma pessoa bem humorada e positiva resolvi seguir.

No caixa: o preço era 30 e não havia desconto algum para o hostel. Era 1 da manhã. Compro o ingresso de todos (sim, deste momento em diante todos resolveram ficar dependentes da minha tradução o que me fez sentir a "tia augusta"), incluindo um casal que veio no outro taxi com uma menina mal-humorada de connecticut que morava em buenos aires.
A italiana era muito engraçada e se aproveitava do fato de poder falar das pessoas pelas costas sem ser compreendida. Adorei!

Lá chegando me sinto na Vila Olimpia: música ruim, tenda da skol, embratel, pulserinhas e tudo o que há de pior.
Digo ao inglês que o único motivo para se vir ao Brasil era tomar cerveja de garrafa (R$7) e algum tempo depois ele volta com 2 copos enormes na mão.

- Hey British, a garrafa só existe para as pessoas dividirem a cerveja de forma que ela continue gelada.
- Mas eles colocam a garrafa numa comanda só.
- Pouco importa, você paga uma, a outra pessoa paga a próxima. Você não pode andar por aí com 2 copos PLÁSTICOS de cerveja, isso é errado, contra lei, deixa a cerveja quente e nojenta.
- Com quem eu ia dividir, você está vendo alguém aqui do nosso grupo bebendo cerveja, espertinha?

Neste momento o outro inglês da turma (este é o que fazia parte de um casal, vamos chamá-lo de "o outro inglês") chega com mais 2 copos enormes de plástico cheios de cerveja...

- ok, eu já entendi

Italiana e australianos somem, menina de connecticut fica mal humorada e reclama que o australiano havia dito que todo mundo ia pra lá, mas quase ninguém estava e que ela preferia ter ido a um outro club.
Esse comentário soa para o outro inglês como se ela tivesse dito que a mãe dele era uma vaca. Ele não se conforma e com a chegada do australiano eram 3 meninos falando mal dela como tias fofocando na feira e atravancando o fluxo.
A italiana queria saber o que estava acontecendo e expliquei que eles estavam sendo dramáticos como em "O Poderoso Chefão". Ela ri, se indigna com a reação deles e enquanto debochávamos em português/italiano a conversa dos meninos muda. Pergunto qual é a pauta e o australiano diz que a universidade é imprescindível e que faz falta para quem não fez, pois é o que faz as pessoas amadurecerem.
A namorada do outro inglês recebe aquilo como um soco no estômago e começam uma discussão. Ele argumenta de uma forma tão escrota que sou obrigada a tentar explicar o que a menina estava tentando dizer.

- Quem disse que as pessoas que não fizeram faculdade não amadurecem? - Diz ele
- Uhnnnn você, de certo modo...
- Vai você entendeu isso porque estávamos aqui falando EM INGLÊS, vai ver entendeu errado.
- Ai mas até aí você é Australiano, também não fala inglês - Debocha o "outro inglês".

Eu fiquei com raiva, muita raiva, afinal havia perdido tempo traduzindo o xaveco barato dele pra Italiana.
Ele percebeu que havia perdido fãs, daí depois tentou me explicar que politica não se discute na mesa do bar.

- Discordo. Acho que é quando conhecemos as pessoas melhor. E nem acho que isso seja política, de todo modo. Mas sei lá, eu não tava contra você, só acho que você podia ter levado a opinião dela em consideração.
- Então, sabe o que é. É que eu conheço ela há muito tempo e ela não é uma pessoa esperta. Ela é um pouco burra, sabe?

Neste momento, descobrimos que estávamos sendo expulsos, que a festa terminava as 2h e que havia começado as 16h.

continua...